Ocorreu, nesta manhã, a Assembléia que decidiu pelo encerramento da greve de 51 dias dos professores de Pelotas. Nessa, o SIMP trouxe a proposta que foi apontada em uma audiência na Justiça do Trabalho. O Ministério Público, através do Procurador do Trabalho Gilberto Souza dos Santos, havia convocado o SIMP e o prefeito como última tentativa de intermediar esse conflito de forma amigável.
Ainda assim, todos os professores irão permanecer atentos ao fato de que essa mobilização não termina com o fim da greve, por vários motivos. Primeiro que não podemos perder de vista se e como essa negociação acontecerá. Segundo por que não sabemos se o Plano de Carreira que já foi rejeitado pela categoria não vai ressuscitar na Câmara de Vereadores. Como terceiro motivo, devemos acompanhar se o Regime Jurídico não será votado sem que haja o devido estudo e aprovação dos servidores. E mais do que tudo, temos que zelar para que a Lei do Piso Nacional do Magistério seja devidamente cumprida!
Abaixo, faço uma síntese do documento, com a proposição do MP, que foi lido pelo Diretor do SIMP, Tiago Botelho:
1) O município se compromete em instaurar negociação tripartite (SIMP/Legislativo/Executivo) com vistas a superar os impasses da Lei do Piso Nacional.
2) O SIMP se compromete a encaminhar, na Assembléia, o encerramento da greve, com imediata retomada das aulas e composição de um calendário escolar de recuperação dos dias paralisados.
3) O município se compromete a fazer o pagamento imediato daqueles que não receberam os seus salários e, também, de que não haverá medidas punitivas àqueles professores grevistas.
4) As partes se comprometem a desistirem das ações referentes a greve (SIMP: ação pelo pagamento dos salários cortados; Prefeito: ação pela ilegalidade da greve).
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