segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Situação ou Oposição?



O que dizer após o encerramento do 1º turno das eleições em Pelotas.  Em relação a última pesquisa eleitoral podemos dizer que não houveram grandes novidades. Com exceção obviamente do candidato Jurandir Silva do PSOL. Esse possuía apenas 2,3% na pesquisa, por conseguinte,nas eleições veio a alcançar a surpreendente marca dos 13,09%. Talvez um desempenho nem tão inesperado para aqueles que acompanharam seu crescimento como candidato nos últimos dias que antecederam a votação. Já Eduardo leite (PSDB) e Fernando Marroni(PT), primeiro e segundo colocados respectivamente, mantiveram os percentuais esperados, ao menos no que se refere à pesquisa eleitoral.

A esse ponto, cabe uma ressalva, pois se analisarmos o contexto social de insatisfação da população pelotense com a atual gestão, os percentuais atingidos pelo candidato tucano são significativos. As greves e os protestos durante o governo do prefeito Fetter Junior ratificam essa posição. Afinal tivemos mobilizações em diversas áreas: educação, saúde, segurança, cultura, etc. 


Ainda assim, temos um candidato de continuidade de governo com praticamente 40% dos votos nas urnas. Acredito que muitos questionem: À que se deve isso? 

Provavelmente, a uma série de elementos. Entre eles podemos destacar um em específico, o marketing. Dele, subdivide-se uma boa fatia do convite a continuidade .  A tentativa de desvinculação da imagem do atual prefeito com a de Eduardo Leite parece ter sido bem aceita em alguns segmentos dos eleitores. Há quem ainda considere o candidato uma alternativa a realidade política da Princesa do Sul. É difícil acreditar que isso funcione, no entanto, existem outros elementos de apoio desse marketing poderoso. O nome de sua coligação - Pelotas de Cara Nova - e o slogan - Meu nome é Eduardo mas pode me chamar de mudança - corroboram a tentativa de rotular Leite como algo diferente na política local. Além disso, temos a associação da imagem jovial do candidato como um sinônimo de nova política. A equipe de Eduardo também se esforça ao máximo em associar a sua figura à de Bernardo de Souza (suposto “mito” para muitos na cidade).


Num segundo plano, não menos importante, vemos a extensa coligação do PSDB, composta por nove partidos, bem como o vasto tempo de exposição do candidato no horário eleitoral gratuito.  Condição essa, que serviu de instrumento de massificação para construção de uma imagem de administração diferente da vigente. Convém destacar, de forma clara, que boa parcela dos pelotenses não compactuou com essa propaganda. Afinal, tal marketing tem suas limitações. Eduardo Leite e sua equipe ainda insistem em desvincular a sua trajetória política com a de Fetter. No entanto, fica difícil negar os fatos: Ter sido chefe de gabinete do prefeito; Ter se tornado vereador da base aliada do governo; Pertencer e estar coligado aos partidos mais conservadores. Enfim, onde está a trajetória política distinta à atual gestão?  Discurso e prática conflitantes!  

Acredito que as expectativas de alguns foram frustradas no primeiro turno, contudo, temos ainda um segundo pela frente. Cabe ao eleitor, dentro das opções apresentadas, escolher aquela que melhor represente uma MUDANÇA! Não a de discurso, mas aquela que promova transformações concretas. Trocar de governo ou permanecer com o mesmo?  O que você quer? 


Assinado, 

Apenas mais um Silva cuja estrela não brilha.

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